Deixem os mortos descansar

Olá meu nome é NÃO SEJA TROUXA e só namorei duas vezes em toda a vida. Aliás uma dessas vezes eu casei (sim, de verdade). Será que isso tudo cabe na minha testa? Porque sempre que minha família se encontra esse é o assunto principal.

Falam do meu ex namorado, falam do meu ex marido, fazem previsões até pro meu futuro. Tudo isso sem levar em consideração as minhas vontades, ou o que quero pra mim. Quando eu digo que não quero filhos, ou que não vou casar novamente todos dão risada. “Daqui a uns anos ela muda de ideia”, pode ser que sim mas e se eu não mudar? E qual problema em não mudar de ideia? O que tem de errado em não querer uma vida padrão margarina pra mim?

Não é trauma, talvez seja, sei o que quero pra mim e tenho prioridades na vida. Percebi que todo mundo pensa que sabe muito da vida, o suficiente pra dizer como você tem que levá-la. Uma coisa eu aprendi, não se joga pedra no telhado dos outros quando o seu é de vidro.

Deixem os mortos descansar, parem de falar do passado, dos erros, das escolhas de outras pessoas. Tudo que vivemos molda o nosso caráter e sem toda essa bagagem não seríamos quem somos.

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Sonho de bisnaguinha

sonho de bisnaguinha

Gente socorroooo, eu vi essa receita no blog I COULD KILL FOR DESSERT e quase tive um orgasmo. É muito fácil de fazer, além de claro, ser maravilhosamente deliciosa. E já virou tradição postar uma gordice aqui pra você fazer no fim de semana, então anota aí.

Ingredientes

DO CREME

  • 3 colheres de sopa de AMIDO DE MILHO
  • 350ml de LEITE
  • 3 GEMAS
  • 1 colher de sopa de MANTEIGA
  • 6 colheres de sopa de AÇÚCAR
  • 2 colheres de café de EXTRATO ou ESSÊNCIA DE BAUNILHA

MONTAGEM

  • 2 pacotes de PÃO BISNAGUINHA
  • AÇÚCAR para polvilhar

Modo de Preparo

RECHEIO DE CREME

  1. Em uma tigela, misture o amido de milho com um pouquinho do leite, o suficiente para misturar por completo e não empelotar. Em seguida, adicione as gemas, misture bem e reserve.
  2. Leve o restante do leite para ferver com a manteiga e o açúcar. Assim que ferver, jogue aos poucos a mistura do leite sobre as gemas, mexendo sem parar. Volte a mistura para a panela e leve ao fogo até terminar de engrossar. Desligue o fogo, adicione a baunilha e deixe o creme esfriar.

MONTAGEM

  1. Frite as bisnaguinhas uma a uma em óleo não muito quente até que elas estejam estufadas e douradas.
  2. DICA: É preciso segurar a bisnaguinha dentro do óleo com a ajuda de um garfo pois ela boia na panela, então vá girando para dourar por completo.
  3. Passe as bisnaguinhas no açúcar, corte ao meio e recheie com o creme!


Share da semana

  Por que achamos que ser magro é bonito?

A preocupação com o ponteiro da balança está longe de ser apenas uma preocupação com a saúde. Essa neura com o peso não vem dos tempos mais remotos. Basta espiar as obras de arte dos séculos passados e ver que a figura feminina idealizada ali concentrava mais gordura do que as top models de hoje.

Manda Nudes

O artista gráfico Christopher Monro traduziu em ilustrações o que tá na boca e e nos arquivos de Whatsapp do povo.

 Chega de Fiu Fiu! Cantada não é elogio

Juliana de Faria faz um apelo contra o assedio sexual e a violência contra a mulher. Ela conta sobre a campanha “Chega de Fiu Fiu”, que tem o objetivo de combater o assédio sexual em locais públicos.  A campanha recebe denúncias de violência contra a mulher em todo o Brasil e cria um mapa colaborativo que facilita micro-transformações.

 SEU CORPO NÃO É UMA FRUTA

Não é novidade pra ninguém que várias revistas e sites de moda passam publicando artigos sobre o quão importante é saber qual é a forma do seu corpo e como disfarçar as partes “defeituosas” dele com os do’s e don’ts de como se vestir. Esses artigos normalmente são acompanhados de um guia ilustrado que compara a forma do corpo das mulheres com frutas, objetos e formas geométricas. Porém, o que é dito como um “guia de como se vestir bem”, geralmente serve para reforçar a noção de que algumas formas são mais desejáveis do que outras, e este tipo de objetificação tende a aumentar a vergonha pelo próprio corpo, estimulando transtornos depressivos e distúrbios alimentares.

Não quero namorar….. VOCÊ

O problema não é você, sou eu. Eu gostaria, mas não estou no momento certo. A vida é uma loucura, não conseguirei te dar a atenção que você merece. Tudo mentira!

Vídeo sobre conflito de gerações – Pense nos seus filhos

Foi lançado um vídeo recentemente que tem gerado discussões, trata-se sobre o conflito de gerações, ecomo os hábitos das gerações X e Y na infância são distantes do mundo real em relação a vida que se levava há três gerações.

 

Sobre padrões

Antes de me desprender dos ~padrões~ e conseguir me sentir bonita, sexy e interessante, lutei contra o meu corpo de um jeito bem agressivo durante muitos anos. Eu não podia ter o cabelo armado, não podia ser tão branca ou tão ossuda, os pêlos, que insistiam em crescer grossos e escuros, precisavam ser arrancados, tinha que esconder minhas profundas olheiras. E, o mais importante, eu não podia feder. Nunca. Essas eram as verdades sobre o meu corpo que aderi ao final da minha infância. Passei a queimar meu cabelo para deixa-lo liso e “arrumado” e a sofrer com os puxões da depilação. Escondi meus pés e pernas (magros, branquelos e ossudos) por toda a minha adolescência. Usar maquiagem me ajudou a ter menos olheiras e o perfume me tornou uma pessoa cheirosa.

 

 

 

Salada de macarrão light

salada de macarrão

Não sei você, mas a minha dispensa é cheia de macarrão. Primeiro porque é rápido, prático e nem sempre precisa de acompanhamento.

E se você acha que macarrão e leveza são coisas que não combinam, é porque não provou essa salada de macarrão light. 

Ingredientes

  • 500 g de fusilli integral
  • 16 tomates-cereja cortados ao meio
  • 4 fatias médias de queijo branco light em cubos
  • 8 castanhas-do-pará em lascas
  • 1 colher (sopa) de azeite
  • Sal e manjericão picado a gosto
  • 2 colheres (sopa) de linhaça

Modo de preparo

Numa panela, cozinhe o macarrão em água e sal até ficar al dente (macio, porém firme). Espere esfriar, transfira a massa para um refratário e acrescente o tomate-cereja, o queijo branco, a castanha-do-pará, o azeite, o sal e o manjericão. Polvilhe com a linhaça e gele até servir.

Dica: se quiser, sirva com molho de iogurte e limão. Calorias por porção: 216

Por que elas continuam com seus agressores?

agressão

O roteiro é recorrente: sempre que uma mulher é espancada, mutilada ou morta por um parceiro, principalmente quando algum tipo de agressão já havia ocorrido, muitas pessoas questionam as atitudes que não foram tomadas pela vítima. “Por que não se separou?” e “por que não fez a denúncia?” são algumas das indagações mais frequentes. Afinal, por que alguém permaneceria em um relacionamento em que se é surrada e humilhada?

Mas na vida real e na hora fatídica de tomar uma decisão, muitos fatores estão presentes para dificultar a libertação da mulher agredida. Os efeitos da violência psicológica são obstáculos muito duros; para uma mulher que escuta o tempo inteiro que não tem valor, que é xingada, que tem sua aparência física debochada e suas capacidades intelectuais menosprezadas, pode ser muito difícil compreender que a situação da violência não é parte da vida e não deve ser aceita. Muitas vítimas acabam acreditando que devem suportar as agressões, pois – como o seu agressor lhes diz – nenhuma outra pessoa atribuirá a elas qualquer valor. “Estou te fazendo um favor”, diz quem violenta. E as feridas criadas por esse tipo de violência são difíceis de cicatrizar.

Por isso, não é incomum nos depararmos com mulheres que apanham de seus parceiros com frequência, mas não se sentem capazes de sair daquele relacionamento e nem conseguem enxergar uma vida possível a partir da separação, por mais que terceiros apontem as alternativas. No entanto, em uma cultura que desvaloriza o conhecimento sobre a mente e os sentimentos humanos, é muito mais comum que se critique as vítimas que possuem a autoestima destruída do que tentar compreender as consequências terríveis dos abusos.

Além do fator psicológico, muitas mulheres não possuem alternativas concretas e nem conseguem receber auxílio para deixarem o contexto em que sofrem agressões. Desde a falta de suporte da família, até a falta de recursos financeiros, muitos elementos se juntam e criam um verdadeiro muro de isolamento. Como a vítima poderia fugir da situação de violência se os familiares “não se metem” na situação? Ou se ela não conta com suporte psicológico e nem tem meios imediatos para viver uma vida independente?

Em incontáveis casos, permanecer na relação sofrendo violência é a única alternativa para que aquela mulher continue comendo, vestindo e morando sob um teto – ainda que tudo isso seja controlado com crueldade.

Para aquela mulher que tem filhos com o agressor, a situação é ainda mais difícil, pois dificilmente a justiça funciona com rapidez para garantir a proteção e o afastamento do indivíduo que violenta a mulher. Muitos abusadores usam os filhos como brecha para se aproximarem da vítima e muitas vezes essa única oportunidade acaba com a morte da mulher e até mesmo das crianças.

Se os fatores pessoais das vítimas já causam obstáculos muito difíceis de transpor, ainda vale lembrar que nem mesmo as delegacias da mulher estão totalmente aptas para receber, acolher e orientar as vítimas. Na cidade do Crato (CE), por exemplo, a própria delegada já praticou abusos verbais contra as mulheres que procuravam ajuda. De fato, mesmo as vítimas que procuram ajuda acabam sem informações, sem ajuda e sem qualquer segurança de que serão protegidas, sem contar com o medo de despertar a ira do agressor.

Com tantos elementos hostis pesando contra as mulheres, muitos deles embasados em uma cultura naturalizada de machismo, não é difícil entender os motivos das vítimas que continuam com seus agressores.

Por trás de cada mulher que “perdoa” o homem que a violenta e insiste no relacionamento, há toda uma sociedade ensinando que mulheres devem tolerar o comportamento agressivo dos homens e que se elas se dedicarem, esses mesmos homens podem mudar.

Há negligência, falta de informações e falta de suporte real por parte de amigos e familiares. Por trás de cada vítima que continua com seu agressor, há uma mente destroçada e falta de autonomia.

O papel daqueles que estão ao redor e que acompanham as notícias trágicas sobre mulheres vítimas de violência doméstica deve ser um compromisso com a conscientização e o esforço para a eliminação do machismo das práticas cotidianas. Não adianta apontar o dedo na cara da vítima, mas continuar a se calar diante do machismo no dia-a-dia; afinal, é ele que está por trás de todo esse quadro de violência contra mulheres.

Foto de capa: Reprodução / Facebook  Texto original 

Leia também: Cultura do estupro e Busca no Google expõe relação entre separações e violência contra a mulher

Conversa é traição?

traição

Tenho alguns conhecidos que estão em um relacionamento monogâmico mas que não veem problema em ter conversas picantes ou enviar conteúdo erótico para outras mulheres. Algo que me chamou atenção foi em dado momento um deles recusar um convite presencial de encontro sob o pretexto de “não posso, estou namorando”. Meu cérebro bugou por alguns instantes.

Fiquei ali me questionando como todo aquele sexo verbal não podia ser considerado uma traição. Eu já passei pela situação de ler conversas intimas de um ex-namorado e o meu sentimento naquele momento era de perder o chão. Não importa se eles ainda não tinham se beijado, eles tinham a intenção. Ele sonhava com ela enquanto dormia comigo, então claro que aquilo matou um pedaço de mim.

Acredito que muitas mulheres pensam da mesma forma que eu, mas ainda assim resolvi conversar com alguns amigos pra entender como funciona a mente masculina e como as mulheres veem esse tipo de comportamento. Pra minha surpresa os homens consideraram sim traição :O

Então confere as respostas abaixo:

Rodrigo Maroto (GeekVox): É complicado. Não tem como dizer que é traição, pois não aconteceu o ato físico real. Mas querendo ou não, implica numa vontade de fazer isso… ou seja, se as duas pessoas tiverem a oportunidade, irá acontecer a traição, saca? Só pontuo que enquanto não há envolvimento físico e sentimento não sei se classificaria como traição. Claro que não vejo também como algo mais trivial do mundo, sua mina trocando nudes por ai, mas quando falamos de traição, imagino algo forte o suficiente para acabar com o relacionamento. Nesse caso da conversa íntima, se não for algo conversado entre os dois, um papo bastaria para acabar com isso sem acabar com a relação.

 

Migo que não quis se identificar: Sim.. não penso que alguém peça nudes para outra pessoa, ou mande, sem segundas intenções.

Tadashi Kotani (Papo Panini): Embora eu não seja ciumento, no fundo existe aquele sentimento de não querer que isso role enquanto a garota estiver comigo. Caso não exista nada acordado previamente.

Guilherme Cury (Tudo para Homens): Eu vejo como traição sim. Porque mentalmente você está tendo uma relação íntima com outra pessoa.

Livia Alves (Etilicos): Não considero uma traição, depende do “tão picante” é essa conversa, ficaria com muito ciumes e iria tentar entender o porque desse tipo de conversa com outra mulher, qual o interesse que ele nisso tudo, qual o objetivo.

Luciana Levy (Levitando): Considero uma baita traição de confiança, já que temos um relacionamento super transparente onde (eu acho) contamos tudo um para o outro. Fora que conversas picantes geralmente levam a encontros picantes, né? E mais, não tenho problema em ter encontros picantes com outras pessoas JUNTOS, então não entenderia a necessidade de fazer isso escondido de mim.

 

Mariana Brasil (Ops, virei blogueira): Fidelidade pra mim é não desejar outra pessoa (pode achar gostosa, etc, mas uma conversa já é um indicio de que se fosse pessoalmente teria o ato).

Andressa Roeder (SmartGirls): Considero. Traição começa antes do ato.

 

Porque eu não quis assistir Cidades de Papel

cidades de papel

 

Se você foi no cinema, gastou seu rico dinheirinho com esse filme “good for you“, embora o filme seja baseado no livro de um dos meus autores preferidos John Green, pra mim o filme não ia passar de um drama água com açúcar como em A Culpa é das Estrelas.

Eu li praticamente todos os livros dele, então vou falar do primeiro filme inspirado em uma de suas obras. O livro A Culpa é das Estrelas, tem um enredo espetacular que foca na visão que a personagem principal tem de sua própria existência, como ela enxerga a morte diante de um câncer incurável. Os diálogos são repletos de ironias e sarcasmo, bem diferente do patético meloso apresentado no filme. E ok, que no livro tem romance mas não é o foco principal.

Foi essa primeira experiência que me decepcionou e claro, que eu vou ver Cidades de Papel um dia aí qualquer, mas não morro de vontade. O livro em si, tem uma história bem envolvente onde o personagem principal se deixa levar pelo mistério, como um Sherlock Holmes. Novamente isso se perde no filme e dando lugar a um romance água com açúcar totalmente desnecessário.

Veja bem, tudo isso que eu disse não passa da minha opinião. Se você gostou do filme ótimo!